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Açafrão-da-terra: benefícios, informações nutricionais e como consumir

O açafrão-da-terra, também conhecido como cúrcuma, açafrão da índia e gengibre amarelo, é uma raiz da família do gengibre. No mundo todo há mais de 100 espécies da família Cúrcuma, mas o açafrão que consumimos vem da Curcuma longa. A raiz sido utilizado há mais de 4000 anos no Oriente Médio e na Ásia, tanto na Medicina Ayurvedica como na Medicina Tradicional Chinesa, como um potente fitoterápico.

Este tempero se destaca pela ação antienvelhecimento e antioxidante e segundo uma pesquisa da Universidade da Califórnia é capaz de reduzir o risco da doença de Alzheimer. A cúrcuma também protege contra diversos tipos de câncer e tem ação anti-inflamatória.

Tome cuidado para não confundir o açafrão-da-terra com o açafrão vermelho. Este último é oriundo dos pistilos de uma flor e é considerado a especiaria mais cara do mundo, o açafrão-da-terra é muito mais acessível.

Nutrientes do açafrão-da-terra

O açafrão contém diversos minerais e vitaminas, com destaque para o potássio, que ajuda a controlar a pressão arterial e previne derrames. Também é fonte de vitaminas C, aliada da imunidade, e vitamina B6, que é benéfica para o cérebro.

O tempero ainda conta com ferro, que previne anemias, manganês, essencial para o metabolismo do colesterol e para o crescimento, cálcio, que é aliado dos ossos e dentes, e magnésio, importante para o metabolismo de glicose. Proteína, boa para os músculos, gordura e um elevado teor de fibra solúvel, que melhora o trânsito intestinal, também estão presentes no açafrão-da-terra. No entanto, o seu grande valor reside na curcumina, um polifenol com ação antioxidante e anti-inflamatória, responsável pela cor amarela intensa do açafrão.

São inúmeros os benefícios da curcumina, principalmente pelo seu efeito antioxidante e anti-inflamatório. Ela contribui para o combate ao câncer de próstata, mama, melanoma, pâncreas, diminui o risco de leucemia e mieloma múltiplo, e a ocorrência de metástases em diversos tumores. Desintoxica o fígado, é benéfico para o coração, ajuda no controle do diabetes, neutraliza radicais livres, reduz a inflamação da artrite, tem ação analgésica, antisséptica e antibacteriana. Age no metabolismo das gorduras auxiliando na perda de peso, ajuda na acne, na psoríase e outras doenças de pele, e acelera a cicatrização. Previne a doença de Alzheimer, combate a depressão e a esclerose múltipla. Todos estes efeitos são documentados por inúmeros estudos científicos.

Benefícios em estudos do açafrão-da-terra

Forte ação anti-inflamatória: A curcumina é considerada o principal agente farmacológico no açafrão. Em numerosos estudos os efeitos anti-inflamatórios da curcumina são comparáveis aos da hidrocortisona, diclofenaco e fenilbutazona (drogas anti-inflamatórias potentes). Ao contrário destes medicamentos, que estão associados a efeitos colaterais significativos, formação de úlcera, diminuição do número de células brancas do sangue, sangramento intestinal, a curcumina não produz nenhuma toxicidade.

Ação antioxidante: Estudos clínicos têm comprovado que a curcumina exerce um efeito antioxidante muito poderoso. Assim ela é capaz de neutralizar os radicais livres, substâncias químicas que causam danos às células.

Aliado contra a artrite: Devido à ação antioxidante da curcumina, o açafrão-da-terra ajuda a aliviar a artrite. Isto porque nesta doença os radicais livres são responsáveis pela degeneração e inflamação das articulações. A combinação do efeito antioxidante e anti-inflamatório do açafrão reduz os sintomas da artrite, como a rigidez matinal, o edema (inchaço) e a dor.

Bom contra o câncer: A ação antioxidante da curcumina presente no açafrão-da-terra protege as células de radicais livres que podem danificar o DNA celular, cuja alteração leva ao crescimento de células cancerígenas. Este polifenol também ajuda o corpo a destruir as células cancerosas desgarradas evitando metástases. A curcumina ainda age inibindo a síntese de proteínas que atuam na formação do tumor e evita a angiogênese, que é a formação de novos vasos sanguíneos para alimentar o crescimento de células cancerígenas.

Bom para o cérebro: Os resultados de um estudo recente, publicado em 2014 na revista Stem Cell Research & Therapy, mostram que o açafrão-da-terra pode ajudar a reparar o cérebro após uma lesão e também pode ser usado para tratar doenças neurodegenerativas. Para examinar os efeitos da cúrcuma em células cerebrais, os cientistas banharam as células-tronco do cérebro adulto em um extrato contendo turmerona, um polifenol encontrado no açafrão-da-terra. O crescimento de células-tronco foi superior a 80% quando comparado com o controle.

Pesquisadores da Michigan State University descobriram que a cúrcuma ou açafrão da terra é capaz de impedir a formação de compostos destrutivos (proteínas alfa-sinucleína) que estão presentes no cérebro em doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer.

A curcumina também reduz o risco da doença de Alzheimer, segundo pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Ela age reduzindo a formação de placas amiloides. A doença de Alzheimer resulta do acúmulo de uma proteína chamada beta-amilóide, que se deposita nas células do cérebro produzindo inflamação e estresse oxidativo, formando placas entre as células nervosas (neurônios) no cérebro e perturbando o seu funcionamento.

Bom para o coração: A curcumina é capaz de evitar a oxidação do colesterol no organismo. O colesterol oxidado é o que danifica os vasos sanguíneos e se acumula em placas endurecidas que podem levar a um ataque cardíaco ou derrame. Esta ação impedindo a oxidação do colesterol pode ajudar a reduzir a progressão da aterosclerose e de outras doenças cardíacas.

Age contra a depressão: Um estudo publicado na revista Phytotherapy Research confirmou através de ensaio clínico em 60 pacientes que a curcumina é segura e eficaz no tratamento de estados graves de depressão comparada com a fluoxetina. A eficácia da curcumina foi semelhante ao do medicamento antidepressivo, no entanto, a curcumina não apresenta nenhum dos efeitos colaterais associados com a droga e ainda fornece benefícios adicionais à saúde. Estes resultados estão de acordo com outra pesquisa, publicada na revista Psychopharmacology, mostrando que a curcumina aumenta os níveis de neurotransmissores como serotonina e dopamina, responsáveis pela sensação de bem-estar.

Bom contra a acne: Cúrcuma é eficaz no tratamento de acne devido a suas propriedades antissépticas e antibacterianas: ela combate espinhas, controla a oleosidade e proporciona um brilho saudável para a pele. Para obter este benefício a orientação é a aplicação tópica do açafrão-da-terra, converse com seu médico sobre a melhor maneira de utilizá-lo.

Ajuda na perda de peso: Um estudo publicado pelo Journal of Nutrition mostrou a ação da cúrcuma na inibição da lipogênese, produção de gordura pelo corpo. O tempero reduziu o percentual de gordura corporal no grupo que ingeriu o condimento. A dose usada no estudo foi de cinco gramas por dia, equivalente a uma colher de chá rasa.

Outros estudos sinalizam que a ação anti-inflamatória da curcumina é um dos mecanismos que ajudam na perda de peso. Uma pesquisa publicada no European Journal of Nutrition sugere que curcumina pode ser útil no tratamento e prevenção de doenças crônicas relacionadas com a obesidade porque a curcumina interage em vários caminhos metabólicos capazes de reverter a resistência à insulina (pré-diabetes), hiperglicemia (açúcar alto no sangue), hiperlipidemia (colesterol elevado) e outros sintomas inflamatórios associados a obesidade.

Quantidade recomendada

Caso compre a raiz inteira utilize uma ou duas rodelas por dia. Se for ingerir o pó de açafrão a orientação é uma colher de chá, cerca de 5 gramas, diariamente caso exista algum problema de saúde. Pessoas saudáveis podem usar o quanto considerarem mais conveniente, o importante é a regularidade, que o açafrão-da-terra faça parte da rotina alimentar.

Como consumir

Quando a pessoa adquire a raiz inteira a orientação é usar as rodelas no suco, ralado na salada ou na preparação de outros pratos. Use o tempero em pó à vontade em sopas, pães, bolos, biscoitos, omeletes, tapiocas, e também em aves, carnes e cozidos, legumes, arroz, feijão, ervilha, etc. A versão em pó também pode ser utilizada em sucos.

Por ser um pó, não é bom consumir o açafrão a seco, polvilhado na salada, por exemplo. Isto porque há maior risco de engasgue. Ele pode ser misturado em qualquer tipo de líquido, como no preparo dos alimentos ou na confecção de molhos para salada. Vale misturar com azeite, óleo de coco, maionese, leite, iogurte, manteiga, etc.

Combinações

É interessante combinar a cúrcuma com a pimenta do reino a fim de aumentar a biodisponibilidade (absorção). A pimenta do reino é rica em um flavonoide chamado piperina, que aumenta a absorção de outros nutrientes. O curry é feito com cúrcuma e pimenta, e também pode ser incorporado no dia a dia.

Cuidados ao consumir

É melhor comprar o açafrão-da-terra em lojas de produto naturais e ao fazê-lo, verifique a validade. Isto porque quanto mais fresco, mais rico em polifenois. A cúrcuma é indicada para todas as pessoas, com restrição apenas nos casos raros de alergias a este tempero.

Riscos do consumo em excesso

Não há efeitos colaterais no consumo da cúrcuma e ainda não foram descobertos problemas no consumo em excesso do tempero.

Fontes consultadas

Nutróloga e médica ortomolecular, Tamara Mazaracki.

Pesquisas consultadas pela especialista para realização das matérias:

  • Curcumin inhibits the activation of NF-kappaB, a regulatory molecule that signals genes to produce inflammatory molecules (including TNF, COX-2 and IL-6) that promote cancer cell growth. Biochemical Pharmacology 2005
  • Turmeric compound boosts regeneration of brain stem cells. Stem Cell Research Therapy 2014
  • Curcuminoids enhance amyloid-beta uptake by macrophages of Alzheimer’s disease patients. Journal of Alzheimers Disease 2006
  • Efficacy and safety of curcumin in major depressive disorder. Phytotherapy Research 2013
  • Antidepressant activity of curcumin: involvement of serotonin and dopamine system. Psychopharmacology 2008
  • New mechanisms and the anti-inflammatory role of curcumin in obesity and obesity-related metabolic diseases. European Journal of Nutrition 2011
  • Turmeric Extract Suppresses Fat Tissue Growth in Rodent Models. The Journal of Nutrition 2009.

Conteúdo tirado do Site Minha Vida

14 temperos naturais para substituir o sal

Ervas naturais podem dar ainda mais sabor às suas refeições

O excesso de sódio (sal) pode causar problemas gravíssimos. Alguns deles são o aumento da pressão arterial, que pode causar a hipertensão, e o sobrecarregamento dos rins.
Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário excluir todo o sal da sua alimentação e viver de comida sem gosto. Afinal, existem diversos temperos naturais deliciosos que substituem o sal de um jeito muito mais gostoso e saudável! O site Minha Vida separou 14 opções excelentes para você adequar ao seu gosto.

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1. Alho e Cebola

Os acompanhamentos básicos de quase todos os nossos pratos fazem muito bem a nossa saúde. “O alho, por exemplo, contribui para a diminuição da pressão sanguínea e dos níveis de colesterol. Já a cebola inibe a ação de algumas bactérias e fungos prejudiciais ao nosso organismo e diminui os riscos de trombose e aterosclerose”, diz a especialista. A duplinha também ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de pulmão, estômago, próstata e fígado.

2. Sálvia

Esta erva é usada como condimento e como planta medicinal por sua ação anti-inflamatória e por ser estimulante da digestão. “A sálvia é indicada nos casos de falta de apetite, edema, afecções da boca, afta, tosse e bronquite. Fica ótima com massas e aves”, diz Maíra Malta. A sálvia pode ser usada tanto em pó como as folhas inteiras.

3. Manjericão

A erva já é amiga da cozinha há muito tempo. Você provavelmente já a usou diversas vezes e seu gostinho inconfundível é o toque que falta em molhos vermelhos, tortas, saladas ou no clássico molho pesto. “O manjericão, além de muito gostoso, é amigo do sistema cardiovascular e acalma os espasmos da digestão. Quando utilizado em grandes quantidades, é um ótimo fortificante e antigripal.”

4. Alecrim

A planta confere um gostinho leve e especial quando usada na preparação de carnes vermelhas ou peixes. No arroz e em sopas é uma boa pedida também, perfumando o prato e a cozinha. “O alecrim faz bem porque combate o vírus da gripe e previne doenças dos rins, da retina e da catarata.”

5. Salsinha

A salsinha também já é famosa conhecida de quem cozinha. Seja ela desidratada ou em folhas frescas, confere aos pratos um sabor leve e agradável, além é claro, de também ser uma aliada do nosso organismo, pois, como ensina a nutricionista, a salsa combate doenças do coração e dos rins.

6. Pimenta

Não é só na Bahia que este condimento é popular. Há quem ame e quem não viva sem. Mas, o importante é saber que a pimenta é muito mais do que um sabor afrodisíaco. O sabor ardido é por causa da capsaicina, substância antioxidante de ação curativa. “Além de prevenir alguns tipos de câncer e de reduzir o colesterol ruim (LDL) do sangue, a pimenta também acelera o metabolismo e, por isso, auxilia no emagrecimento.”

7. Coentro

Tantos as folhas como as sementes do coentro são ricas em ferro e vitamina C, alivia indigestão e tem poder calmante.

8. Estragão

Apesar de não ser muito conhecido, pode ser facilmente encontrado nas lojas de temperos ou até em supermercados. Suas folhinhas são parecidas com erva-doce. Experimentar estragão vai garantir um sabor novo, levemente adocicado, à comida, além de aliviar a cólica menstrual e auxiliar na digestão.

9. Hortelã e menta

Estas duas plantinhas são na verdade parte de um mesmo gênero, a Mentha. Os sabores são muito parecidos e, por isso, ambos caem muito bem como complemento de peixes, carnes e molhos. Além de refrescantes, a nutricionista Maíra Malta nos ensina que essas plantinhas são ótimas para a digestão e proporcionam alívio para crises de bronquite, cólica estomacal e intestinal, dores, gripes e tosses. Com o tempo seco, o temperinho cai muito bem.

10. Louro

Caldinhos de feijão, sopa de legumes e carnes recheadas ficam com um sabor todo especial quando acrescentamos duas ou três folhinhas de louro. “Além de perfumar, os chás das folhas de louro proporcionam alívio contra gases”, ensina a nutricionista.

11. Orégano

Não é só na pizza que o orégano é bem-vindo. Muitas pessoas evitam o tempero por considerá-lo forte demais, por isso, o segredo é colocar apenas uma pitadinha, combinada outros ingredientes. As folhas de orégano fresco dão ainda mais aroma ao prato.

12. Tomilho

Esta erva é muito versátil porque pode ser usada em praticamente tudo na cozinha. Sem contar que é bom para aliviar distúrbios intestinais e prevenir inflamações. Além de muito saborosa, a plantinha é também muito bonita com suas folhas verdes em formato de coração e pequenas florzinhas. Por isso, além de usá-la como tempero, vale também investir na decoração do prato.

13. Açafrão

Está faltando uma corzinha no seu prato? Invista no açafrão. Além de proporcionar um sabor agradável, deixa o prato mais colorido, com tom amarelado. Muito usado na culinária Mediterrânea, o condimento tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatória que melhoram a digestão.

14. Gengibre

Bom e velho conhecido dos japoneses, o gengibre com seu sabor picante e adocicado, pode ser usado tanto em doces como salgados, além de ser bom acompanhamento para sucos e sopas. “O gengibre tem propriedades que combatem a dor de cabeça, o enjoo e as náuseas. Por ser também um alimento termogênico, o gengibre aumenta a temperatura do corpo, obrigando o organismo a gastar mais energia”, ensina a nutricionista da Unesp Maíra Malta.

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Com que frequência vocês usam temperos naturais no preparo de suas refeições?

Uma simples preparação pode se tornar um prato de cor, aroma e sabor digno de um verdadeiro chef, o segredo é aproveitar a variedade de temperos e ervas e se permitir experimentar novos e deliciosos sabores.

Os temperos e ervas naturais são ótimas escolhas para quem deseja diminuir o sal das preparações, e consequentemente reduzir o consumo de sódio. Esses alimentos apresentam ainda uma boa variedade de nutrientes essenciais ao corpo, além de antioxidantes que contribuem com a diminuição do risco para o desenvolvimento de doenças.

Canela

Conhecida por seu sabor e aroma que traz a preparações doces, a canela tem sido amplamente estudada e já demonstrou possíveis efeitos cientificamente sobre a diminuição de colesterol, melhora da sensibilidade à insulina e controle da glicemia. Entretanto, os estudos realizados com a canela não são conclusivos, o que faz com que a canela possa ser utilizada como aliado e não substituto do tratamento das doenças.

Na culinária, o tempero é o mais tradicional ingrediente de receitas doces, como arroz doce, mingau, canjica, pamonha, curau, biscoitos, bolos, tortas, mas também pode ser adicionado como a bebidas como chás, chocolate quente, aguardente, bem como preparações como carnes de panela e arroz.

Gengibre

Permite uma grande variedade de combinações, uma vez que pode ser adicionado a chás, sucos, carnes, refogados, molhos, pães, biscoitos, saladas, sopas e caldos, massas ou consumido junto aos pratos da culinária japonesa.

Em sua forma seca seu sabor está mais acentuado, devido a maior concentração de seus componentes, entre eles o gengirol, antioxidante responsável pelo sabor e aroma característico do alimento. Além de sua característica anestésica e anti-inflamatória, alguns estudos já apontaram o gengibre como aliado na diminuição de náuseas e enjoos em pacientes submetidos à quimioterapia. Vale lembrar que ao escolher o gengibre, o ideal é dar preferência pelos de casca lisa e clara, pois estão mais frescos.

Cúrcuma

Conhecida popularmente como Açafrão da terra, a cúrcuma possui altas concentrações de curcumina, um importante flavonoide, responsável pela cor amarela e tem sido estudado por suas possíveis ações na formação de colágeno e fibroblasto, diminuição dos danos celulares devido ao seu potencial antioxidante e possíveis efeito sobre a liberação de dopamina, neurotransmissor relacionado a estimulo a sensação de bem estar.

O tempero não muda o sabor das preparações quando adicionado, apesar de possuir aroma característico, assim é possível adicionar a cúrcuma no preparo de carnes, aves, peixes, arroz, refogados, sopas, bebidas e massas. O recomendado é diluir a cúrcuma na água e incorporar a preparação.

Noz moscada

É um dos temperos que motivou os portugueses a desbravar os mares rumo à Índia. O tempero possui aroma agradável e pode ser incorporada a preparações como carnes, peixes, molhos, massas, cremes, biscoitos, purês e caldos, mas é preciso ficar atento para não perder suas propriedades, por isso o ideal é moer ou ralar a noz no momento do uso e adicionar imediatamente à receita.

Efeitos anestésicos no alívio de dores abdominais e redução de náuseas e vômitos relacionados ao consumo da noz são apontados por pesquisadores, entretanto é preciso moderação em sua utilização, pois o consumo de uma unidade inteira de noz moscada ou 5g do pó pode ocasionar intoxicação no organismo.

Pimentas

Um dos mais conhecidos grupos de temperos, as pimentas possuem vitaminas A e C, bem como minerais essenciais para o organismo como zinco e potássio. É possível adicionar as pimentas a praticamente todas as preparações como carnes, aves, peixes, molhos, sopas, feijão, bebidas e chocolates.

A capsaicina, antioxidante presente nas pimentas, tem sido alvo de estudo por pesquisadores e já mostrou possíveis efeitos na diminuição dos níveis de colesterol total e consequentemente na redução do risco para doenças cardiovasculares em ratos. Contudo, a capsaicina é um importante irritante gástrico, já que estimula a produção de ácido no estômago, deste modo ao consumir a pimenta em grandes quantidades pessoas com gastrite ou úlcera podem ter uma piora do quadro e quem não possui a doença pode ficar mais susceptível ao seu desenvolvimento.

Alecrim

De sabor e aroma forte e característico é uma erva normalmente empregada como tempero de carnes como suína, vitela e carneiro, aves, peixes, hortaliças, sopas, molhos e junto ao azeite torna as batatas refogadas um ótimo acompanhamento. O mais recomendado é utilizar a erva sozinha como tempero nas receitas, pois pode “esconder” o sabor das demais ervas. Colocar alguns ramos da erva dentro do azeite é uma boa alternativa para aromatizar e trazer mais sabor ao tempero das suas saladas.

Propriedades antisséptica e adstringente, assim como a eficácia no tratamento de tosse, tensão muscular, resfriado e são atribuídas a ela, porém algumas carecem de comprovação científica.

Hortelã

É normalmente utilizada na culinária árabe, afinal confere um delicioso e refrescante sabor ao tabule e carnes, além de combinar muito bem com a coalhada. No Brasil é usualmente empregada na forma de chás que aquecem o corpo e ajudam no tratamento caseiro de gripes, resfriados e dores de garganta, tudo isso por conta de suas propriedades analgésica, antiviral e antibacteriana. Mas não é preciso ficar no tradicional cházinho para aproveitar seus benefícios, a erva permite adicionar sabor a molhos, sucos, saladas, massas, peixes, caldos, doces e sobremesas.

Manjericão

Ingrediente quase que obrigatório na culinária italiana, possivelmente por sua grande afinidade com o tomate, o manjericão é uma erva capaz de trazer um aroma inconfundível às receitas. Para obter o máximo de seu sabor o ideal é acrescentar a erva ao final do preparo dos alimentos, uma vez que suas características são perdidas facilmente quando aquecida.

O manjericão pode ser adicionado ao preparo de molhos, massas, aves e peixes, na decoração de aperitivos como canapés, ou ainda ser usado para aromatizar azeite, queijos ou patês.

Orégano

O orégano é uma das mais populares ervas utilizadas e que já conquistou há muito tempo seu espaço na cozinha dos brasileiros. Possivelmente o orégano agradou o paladar no país por seu toque delicioso e especial ao sabor na pizza, outra paixão brasileira. Mas, a erva permite um grande leque de combinações, podendo ser utilizada como ingrediente de molhos para massas, carnes, aves, omeletes, suflês, aperitivos, sanduíches, saladas, refogados e caldos.
O carvacrol, seu composto ativo, despertou o interesse dos pesquisadores recentemente que em um estudo apontaram possível efeito de destruição sobre as células acometidas pelo câncer de próstata, porém as pesquisas ainda não são conclusivas e a utilização da erva no tratamento da doença possivelmente ficará para o futuro.

Tomilho

Muito versátil, o tomilho pode fazer parte de praticamente qualquer receita, molhos, caldos, sopas, aves, peixes, carnes, ovos, refogados e doces ficam ainda mais saborosos com a adição da erva. Existe uma grande variedade de tomilho, mas na culinária somente o tomilho-limão, tomilho de jardim e tomilho-alcarávia são utilizados.

Quando fresco deve ser armazenado em um saco plástico fechado dentro da geladeira, já quando seco o ideal é dispor a erva em recipientes com tampa e guardar em um lugar escuro, para assim conservar seu aroma e sabor por até 6 meses.

Estudos apontaram a presença de flavonoides e manganês na erva, nutrientes de ação antioxidante que auxiliam na diminuição da ação dos radicais livres sobre as células. Propriedades antissépticas também são relacionadas a erva, contudo a comprovação cientifica ainda é escassa.

Agora que você conheceu alguns temperos e suas possibilidades de uso, o que acha de experimenta-los no preparo de suas refeições? Vamos lá permita-se experimentar e surpreenda com novos sabores! 😉

 

Ana Carolina Icó
Nutricionista Dieta e Saúde
CRN3 – 34133