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Coco ajuda no emagrecimento e é rico em antioxidantes

O coco, delícia tropical, é um alimento funcional por excelência: todos os seus derivados têm importantes ações que contribuem para a saúde do nosso corpo. O coco é rico em compostos fenólicos – antioxidantes que agem contra os radicais livres. O coco ajuda a relaxar os nervos e os músculos, baixa o nível de pressão arterial, controla o açúcar no sangue, produz um perfil lipídico mais saudável (HDL alto e LDL baixo), contribui para a imunidade, reduz a inflamação de articulações e auxilia no emagrecimento.

Mil e uma utilidades

Tudo se aproveita no fruto: água de coco, polpa verde, polpa madura, leite de coco, óleo de coco, farinha de coco e, mais recentemente, o açúcar de coco. Ele é versátil, pode ser usado em uma infinidade de pratos doces e salgados, e no preparo de um leite vegetal para os que têm intolerância à lactose ou para os que querem fazer um detox evitando laticínios.

Água de coco

A água de coco é excelente fonte de minerais, principalmente potássio, cálcio e magnésio, e também selênio, iodo, enxofre, zinco, manganês, ácidos orgânicos, enzimas, fitonutrientes, aminoácidos e vitamina C. Ela tem ação hidratante, mineralizante, diurética, antioxidante e evita câimbras. A água de coco melhora a função intestinal. Possui poucas calorias, uma média de 40 por copo de 200 ml.

Polpa do coco verde X Polpa do coco seco

Existem algumas diferenças no teor de nutrientes, de acordo com o amadurecimento do fruto. Polpa verde: 50 gramas contêm 35 calorias, 0.7 gramas de proteína, 1.8 gramas de gordura, 5 gramas de carboidrato, 0.4 gramas de fibras, 130 miligramas de potássio. Polpa madura: 50 gramas contêm 195 calorias, 1.8 gramas de proteína, 20 gramas de gordura, 2 gramas de carboidrato, 4 gramas de fibras, 180 miligramas de potássio.
Coco maduro

Muitos evitam o coco por considerá-lo calórico e gorduroso. A polpa do coco maduro é uma excelente opção para quem luta contra o peso – ela contém muitas fibras e sua gordura composta por ácidos graxos curtos não é estocada pelas células, ajuda a saciar e dá energia. Além disso, mantém o metabolismo ajustado e regula a função tireoidiana.

A polpa do coco maduro vem recheada com vitaminas, A, C, E e do complexo B, sais minerais, magnésio, potássio manganês, selênio, zinco, ferro, sódio, cálcio e fósforo, polifenóis e fitoesteróis que trabalham juntos para reduzir os níveis de colesterol LDL, o ruim. A quantidade indicada é 1/4 da polpa do coco seco, 50 gramas, na hora do lanche.

Óleo de coco

Um fato interessante no aspecto nutricional do coco é que apesar de conter um nível elevado de gorduras saturadas (90% da usa composição), elas são formadas basicamente por ácidos graxos de cadeia curta e média que não são armazenados pelo corpo e fornecem energia imediata. A gordura do coco é rica em ácido láurico (50% do total de lipídios) com propriedades antibacterianas, antifúngicas e antivirais

Este ácido graxo ativa o sistema imunológico e aumenta a capacidade de combater doenças. Uma das ações do ácido láurico é a manutenção da elasticidade dos vasos sanguíneos, além de varrer os depósitos de colesterol e outros detritos metabólicos, deixando os vasos limpos, o que contribui para reduzir o risco de arteriosclerose e doenças cardíacas. Pode ser usado no preparo de alimentos, consumido ao natural ou acrescentado em vitaminas e shakes.

Leite de coco

O leite de coco é rico em gordura saturada saudável que o corpo facilmente quebra e usa como fonte de energia. Pesquisas mostram que as populações que consomem leite de coco têm baixas taxas de doença cardíaca. O leite, extraído da polpa do coco, contém muito ácido láurico, potássio, magnésio, cálcio, fósforo, ferro, selênio, sódio, proteína e vitaminas C, E, B1, B3, B5 e B6. É um leite cremoso, sem lactose, saboroso, melhora a digestão e pode aliviar os sintomas de hiperacidez, úlceras e refluxo.

Farinha de coco

A farinha de coco é muito rica em fibras, ajuda na saciedade, melhora a função intestinal, regula o açúcar no sangue e os níveis de colesterol. Ela tem baixo teor de gordura, pois é preparada a partir do bagaço após a retirada do leite de coco, onde está a gordura. Ela pode ser usada ao natural (no suco, vitamina ou iogurte) e no preparo de pães, bolos e biscoitos, tornando estas gostosuras permitidas na dieta e aliadas da perda de peso. É livre de glúten e hipoalergência. Seu teor de fibras não digeríveis é maior do que de qualquer outra farinha ou farelo: 10 gramas de farinha de coco fornecem 4 gramas de fibra, e por isso promove saciedade com a sensação de estar “cheio” por mais tempo. Os estudos mostram que o uso regular da farinha de coco (2 colheres de sopa por dia) ajuda a reduzir em até 10% a ingestão de calorias, o que permite um emagrecimento gradual e saudável.

Perda de peso

A pesquisa atual comprova que deixar de comer gordura ou não ingerir quantidade suficiente faz com que se ganhe peso. Claro que é importante escolher as gorduras certas (as que trazem benefícios) e evitar as frituras e gorduras trans. Gorduras ricas em triglicerídeos de cadeia curta e média, como a presente no coco, ajudam a controlar o apetite e ainda dão uma acelerada no metabolismo.

Perder peso quando se faz uma dieta pode ser bem mais fácil com a adição da gordura do coco. Um estudo publicado na revista Obesity Research mostrou que o ácido láurico presente no coco aumenta o gasto energético e reduz a adiposidade em homens obesos. Outro estudo publicado no Journal of Nutrition constatou os efeitos fisiológicos dos ácidos graxos de cadeia média como agentes potenciais na prevenção da obesidade.

Coco no dia a dia

Por sua versatilidade o coco serve para uma variedade de propósitos na cozinha, do café da manhã ao jantar, em lanches caprichados ou em dias de festa, em pratos salgados ou doces. O coco definitivamente é muito fácil de usar e deve ter um lugar em seu cardápio diário. Cozinhe com óleo de coco para deixar seus alimentos mais saudáveis. O leite de coco pode substituir o leite e o creme de leite nas receitas, deixando o prato mais leve. Arroz doce com leite de coco é uma variação muito interessante. Pães, biscoitos e bolos preparados com o leite, o óleo e a farinha de coco ficam com um sabor delicioso e muito macios. Experimente também em suflês e mousses. Troque sucos calóricos e açucarados por água de coco, e não dispense a polpa verde. Na hora do lanche coma um bom pedaço de coco maduro. Sua saúde agradece!

 

Conteúdo tirado do Site Minha Vida

O que é o óleo de coco?

Desvende esse polêmico alimento.
Óleo de coco virgem, contém 92% de gordura saturada. Como todas as gorduras, óleo de coco é uma mistura de ácidos gordos. No entanto, ele contém uma mistura incomum de ácidos graxos de cadeia média. E é esta composição incomum que pode oferecer alguns benefícios para a saúde.

* Óleo de coco pode aumentar seu consumo de energia, ajudando você a queimar mais gordura
Os triglicerídeos de cadeia média (TCM) do óleo de coco pode aumentar o gasto de energia do corpo em comparação com a mesma quantidade de calorias provenientes de gorduras de cadeia mais longa. Mas precisamos ficar atentos, pois dois estudos em que se obteve resultados como esse, foram realizados em pouquíssimas pessoas. O primeiro estudo citado abaixo, foi realizado em 7 homens no ano de 1986. O segundo, foi realizado em 1991, com 6 homens e 6 mulheres. Ou seja, são estudo velhos e com uma população muito pequena.
Estudos:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3532757
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2021124

* O ácido láurico em óleo de coco pode matar as bactérias, vírus e fungos, ajudando a evitar infecções
Grande parte do óleo de coco é composto por ácido láurico. Que pode proteger o organismo de agentes prejudiciais como bactérias, vírus e fungos. Estas substâncias têm sido mostrados para matar as bactérias Staphylococcus aureus e a levedura Cândida albicans, uma fonte comum de infecções fúngicas em seres humanos. Mas o mecanismo de ação ainda não é conhecido, por isso, são necessários mais pesquisas para se comprovar tais benefícios.
Estudos:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17651080
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10762277

*Óleo de coco pode matar sua fome, fazendo você comer menos sem tentar uniforme
Estudos que chegaram a esse resultado foram feitos com pouquíssimas pessoas e em um curto período de tempo.
Um estudo brasileiro recente em ratos, concluiu que o grupo que recebeu ração com óleo de coco apresentou o maior consumo de ração, contrariando também a hipótese que o óleo de coco reduziria o consumo alimentar.
Estudo:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8696422
http://www.revistanutrire.org.br/articles/view/id/52611f315ce02ad70a000006

*Os ácidos graxos no óleo de coco pode impulsionar a função do cérebro em pacientes de Alzheimer
Em um estudo de 2006, o consumo de ácido graxo de cadeia média levou a uma melhora imediata no funcionamento do cérebro em pacientes com formas mais leves da doença de Alzheimer. Outros estudos suportam esses achados, por isso, tem sido intensivamente estudados como agentes terapêuticos potenciais na doença de Alzheimer.
Estudos:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15123336
http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1743-7075-6-31.pdf
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1933721308000937

* Óleo de coco pode melhorar os níveis de colesterol no sangue e pode reduzir seu risco de doença cardíaca
De acordo com a I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o coco e o óleo de coco, são importantes fontes naturais de gorduras saturadas, especialmente de ácido láurico. Em relação aos demais tipos de gorduras saturadas, o ácido láurico apresenta maior poder em aumentar o LDL-C (colesterol ruim), bem como HDL-C (colesterol bom). Apesar disso, outros comprovam seu efeito hipercolesterolêmico, ou seja, aumentam o colesterol ruim e o triglicérides. Sendo dessa forma relacionado com as doenças cardiovasculares.

* O óleo de coco pode ajudar a perder gordura, especialmente a gordura perigosa na sua cavidade abdominal
Em relação à perda de peso, os estudos com suplementos a base de óleo de coco são extremamente escassos e de baixo grau de evidência. Por esse motivo, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) posicionam-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta sem evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde. Além disso, que uso do óleo de coco pode ser deletério para os pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados.

Conclusão
O óleo de coco provavelmente não é tão mau como se pensava, mas não é nenhum “milagre”. Devido ao seu elevado teor de gordura saturada, o melhor é usá-lo em quantidades razoáveis. para substituir outros óleos na dieta.
Não há justificativa para adicioná-lo à dieta em cima do consumo habitual de outras gorduras.

Não há provas para apoiar qualquer um dos muitos benefícios de saúde reivindicados para usá-lo como um suplemento.

Espero que tenha ajudado a esclarecer algumas dúvidas.

Bruna Pinheiro
Nutricionista Dieta e Saúde
CRN3: 35001