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Exercícios para substituir abdominais

Por muito tempo acreditou-se que os famosos abdominais, realizados no chão com repetidas elevações do tronco, eram a única maneira de conquistar a barriga chapada. No entanto, outros exercícios, realizados sem foco exclusivo na região abdominal, mas também com outras partes do corpo, têm se mostrado igualmente eficientes no fortalecimento desses músculos, com a vantagem de fortalecer outros músculos, como os dos braços e das pernas.

“Os exercícios abdominais clássicos não se tornam dispensáveis diante dos novos exercícios para fortalecimento do abdômen”, explica o educador físico Victor Valente, da academia Runner. “O fato é que muitos tipos de abdominais, quando comparados a exercícios que gerem grande instabilidade do tronco, como a prancha, podem ativar menos a musculatura e não trazer o resultado esperado”.

O benefício acontece, principalmente, pela dificuldade de equilíbrio que o exercício gera, exigindo dos músculos abdominais contrações intensas para que o tronco se mantenha estável e compense o efeito da gravidade. Pronto para experimentar? A seguir, confira quais são os melhores substitutos do abdominal e como praticá-los.

1. Prancha frontal

“As pranchas são ótimos exercícios para o fortalecimento abdominal, pois quem a pratica deve manter seus músculos abdominais contraídos o tempo todo para sustentar o quadril fora do chão”, explica Victor Valente. Além dos músculos abdominais mais superficiais, como reto abdominal e oblíquos, as pranchas ativam também músculos mais profundos, como o transverso do abdômen, e os músculos da coluna responsáveis por manter a estabilidade da coluna lombar e assim prevenir lesões.

Como fazer: a prancha frontal é feita com os cotovelos flexionados e os antebraços apoiados no chão, assim como os pés. O quadril deve ser elevado até o nível dos ombros e deve ser mantido nesta posição por um determinado tempo. O tempo é determinado de acordo com o condicionamento físico de cada um. Inicialmente é feito um teste para determinar esse tempo, que varia entre 30 segundos até o tempo máximo que cada pessoa aguentar.

Turbine o exercício: “Os praticantes em nível avançado podem colocar uma base instável, como uma bola ou uma prancha de equilíbrio como apoio das pernas (embaixo das canelas), durante os movimentos de pranchas, são ótimas estratégias para intensificar o treino e aumentar a ativação do abdômen garantindo um bom fortalecimento de toda a musculatura”, recomenda Victor Valente.

Atenção: é importante manter o corpo alinhado durante esse exercício, caso contrário os músculos lombares acabam exercendo a função do abdômen. Sustente de forma equilibrada e correta o quadril e lembre-se de contrair o abdômen o tempo todo.

2. Prancha lateral

“Os exercícios de prancha lateral funcionam da mesma maneira que a prancha frontal, mas nesse caso o fortalecimento tem ênfase nos músculos oblíquos (mais laterais) e no músculo quadrado lombar, que fica localizado na parte posterior do abdômen”, explica o educador físico Victor Valente. Eles são os mais ativados nessa posição para manter o tronco estável.

Como fazer: posicione-se lateralmente no solo com o cotovelo de um dos braços flexionado e o antebraço apoiado no chão, as pernas estendidas, apoiadas no chão – a perna contrária ao braço apoiado no chão deve estar ligeiramente a frente. O quadril deve ser elevado e assim mantido na mesma linha do ombro. O braço que fica solto pode ficar alongado ou apoiado junto ao corpo. O tempo mínimo de execução é de 30 segundos e o que limita o tempo máximo é a exaustão de cada pessoa.

Turbine o exercício: quanto menor a distância entre os pés, mais difícil se torna o exercício. Assim como na prancha frontal, é possível utilizar superfícies instáveis, como uma prancha de equilíbrio ou um bosu, uma espécie de meia bola que possui base plana e topo arredondado. Essa intensificação do exercício deve ser feita somente por quem já realiza o exercício normal com facilidade.

3. Agachamento com pulo (burpee)

“Este exercício é muito usado na modalidade Cross Fit e tem como objetivo não só fortalecer o abdômen, mas também os braços e as pernas, e ainda proporcionar uma elevação considerável da frequência cardíaca”, explica Victor Valente. Ou seja, este amplo exercício une queima calórica e fortalecimento muscular. Neste caso, o fortalecimento do abdômen é resultado da necessidade de estabilizar o tronco principalmente durante a flexão de braço e o agachamento.

Como fazer: o Burpee inclui três exercícios: a flexão de braços, o agachamento e um salto, nesta sequência. Inicia-se o movimento realizando uma flexão de braço até encostar o peito no chão, em seguida flexiona-se o quadril na posição do agachamento e executa- se um salto. Em geral o número de séries varia de quatro (iniciante) a oito (avançado) e o número de repetições em cada uma delas de oito (iniciante) a quinze (avançado).

Atenção: o burpee deve ser feito com segurança, dentro dos limites individuais. Faça o exercício no tempo que conseguir e o número de repetições que for possível.

4. Agachamento comum

“O objetivo primário do agachamento comum é o fortalecimento dos glúteos e da musculatura extensora da coxa”, explica o educador físico Ricardo Burgatti, coordenador da academia K2. “Porém, como durante o movimento ocorre uma flexão no quadril junto à flexão do joelho, a manutenção da coluna em uma posição neutra é muito importante e para isso o abdômen tem que estar firme e fortalecido”.

Como fazer: deixe os pés afastados na linha dos ombros. A postura precisa estar ereta e você deve olhar sempre para frente. Faça um agachamento na amplitude máxima do movimento (como se você fosse se sentar em uma cadeira), mas sem tirar os calcanhares do chão e mantendo o abdômen contraído. Volte à posição inicial, expirando o ar ao realizar esse movimento. Comece com três séries de quinze repetições.

Turbine o exercício: o exercício fica mais intenso com o uso de halteres, que devem ser carregados nas costas, mas só por quem já está no nível avançado do exercício.

Atenção: jamais deixe o seu joelho ultrapassar a linha das pontas dos pés. Ao acrescentar pesos e objetos nos membros superiores, cuidado com a carga usada para não sobrecarregar demais a coluna. Se o objeto for pesado a ponto de fazer você arredondar as costas, curvando-a para frente, é melhor diminuir a carga.

5. Ponte

“No exercício de ponte, o tronco fica instável e se faz necessária a contração dos músculos abdominais, responsáveis por estabelecer a coluna e o quadril”, explica Victor Valente. A barriga é a responsável pela sustentação do movimento de forma equilibrada.

Como fazer: deitado de barriga para cima, com os joelhos flexionados, os pés no chão e as mãos ao longo do corpo, inicie uma elevação do quadril partindo o movimento da lombar até apoiar o peso do corpo sobre as escápulas (na parte alta das costas), em seguida retorne a coluna até a posição inicial. Inicie a prática com três séries de quinze repetições.

Turbine o exercício: para quem a versão simples já ficou fácil, é possível deixar o exercício um pouco mais difícil, coloque uma caneleira de meio ou um quilo sobre o abdômen.

6. Flexão lateral de tronco

A flexão lateral de coluna tem como foco específico o fortalecimento dos músculos oblíquos do abdômen (mais laterais) e também do quadrado lombar. É muito importante realizar esse movimento de forma adequada para não lesionar a coluna.

Como fazer: de pé, com o corpo alinhado, flexione o tronco para o lado. Comece com três séries de 15 repetições. No início, faça apenas um trabalho sem nenhuma resistência, utilizando apenas o peso do próprio corpo. “Só isso já fortalece o abdômen e ajuda na aprendizagem do movimento”, explica Victor Valente. Em seguida aumente as repetições ou o tempo de permanência na posição curvada para o lado, isso eleva a intensidade do exercício.

Turbine o exercício: use pequenos pesos nas mãos. “O uso de pesos aumenta a intensidade dos exercícios abdominais, mas devem ser utilizados de forma progressiva”, explica o educador físico Victor Valente. Comece por pesos mais leves, de meio ou um quilo, e aumente de meio em meio quilo quando sentir que o peso está leve.

Toda atenção na respiração

A respiração é muito importante para o fortalecimento do abdômen. Isso porque os músculos abdominais se fixam às últimas costelas, ou seja, são parte da caixa torácica. Com o movimento adequado da caixa torácica durante a respiração no momento do exercício físico, a ativação dessa musculatura é mais efetiva e consistente. “O ideal é sempre expirar, soltar o ar, durante o movimento para aumentar a pressão dentro do abdômen, e inspirar (puxar o ar) toda vez que o corpo estiver voltando desse movimento”, explica Victor Valente. “Esse aumento de pressão leva à contração de mais músculos responsáveis pela estabilização da coluna durante o movimento”.

Durante os exercícios em que não há um grande movimento, como as pranchas frontal e lateral, a respiração deve ser calma, com inspiração pelo nariz e expiração pela boca. O ideal é que a respiração seja feita com o abdômen, que deve se expandir, e não com o tórax. Quanto à frequência, obedeça à solicitação do seu corpo e respire quantas vezes julgar necessário.

Conteúdo retirado do site Minha Vida

8 tipos de Ioga e seus benefícios

Técnica milenar que trabalha o corpo e a mente

Todo mundo já ouviu falar de Ioga, mas poucos sabem que ela tem tantos “estilos” diferentes hoje em dia. Essa prática milenar que teve origem na Índia já conquistou muitos adeptos! Se você tem vontade de se tornar um praticante, continue lendo a matéria e escolha o estilo que mais te agradar!

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1. Ioga clássica

No Ocidente, a vertente mais popular é o Hatha, termo sânscrito que faz alusão à união entre corpo e espírito. Posturas (asanas), gestuais (mudras), técnicas de controle respiratório (pranayamas), contração dos músculos e órgãos (bandhas) e exercícios de concentração e purificação (shatkarmas) fazem parte das aulas, que seguem um ritmo tranquilo, ideal para iniciantes, gestantes e idosos. “Trata-se de uma jornada rumo ao autoconhecimento”, resume a educadora física especializada em atividades rítmicas Sílvia Deutsch, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro.

2. Power ioga

Surgiu como uma alternativa mais comercial ao Ashtanga Vinyasa, ramificação da ioga tradicional que tem ritmo mais agitado. Diferentemente da versão original, não há sequências pré-definidas, e a música ambiente é bem-vinda, o que a fez cair no gosto de quem prefere algo mais dinâmico. Pessoas que buscam exercícios intensos também aprovam a power ioga, já que ela intercala posições que exigem força e equilíbrio. Blocos, cordas, cintos, pesos e outros acessórios são utilizados tanto para facilitar a vida dos novatos quanto para potencializar o esforço e os ganhos dos veteranos.

3. Hot ioga

Na sala, o termômetro registra até 40 °C. Os instrutores garantem: altas temperaturas resguardam a musculatura e desintoxicam o organismo por meio do suor. “De fato, o calor atua nos músculos, aumentando a flexibilidade, mas não existe comprovação científica para benefícios além desse”, diz Ivan Pacheco, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, no Rio Grande do Sul.O médico lembra que, se não houver preparo, há risco de hipertermia, queda de pressão e desmaio. Para quem já está mais condicionado, pode ser a pedida para superar limites. Só não vale esquecer de beber água, baixar o ritmo ao final da aula e evitar choque térmico na saída.

4. Superioga

Elaborada pelo educador físico Paulo Junqueira, de São Paulo, é um método de fortalecimento físico e psicológico composto de oito séries fixas de aproximadamente 50 posturas simples da ioga clássica, executadas com permanências, repetições e inclusão de movimentos para deixá-las mais dinâmicas. Daí a comparação com aulas de ginástica, que deu visibilidade à prática. “Criei a superioga nos anos 1990 com o objetivo de incentivar as pessoas a buscar uma melhor qualidade de vida, principalmente na terceira idade, quando costuma faltar força e disposição para o dia a dia”, conta Junqueira.

5. Acro ioga

Surgiu por volta de 1990 no Canadá e nos Estados Unidos e desembarcou no Brasil em meados de 2007. Como o nome sugere, essa modalidade alia posturas da ioga clássica a movimentos acrobáticos. É também um baita exercício para aprender a trabalhar em equipe, uma vez que grande parte dos movimentos é feita em dupla. “A presença do outro serve ainda como fonte de motivação e apoio”, diz a terapeuta psicocorporal Eliane Lilli, do estúdio Acro Yoga Brasil, na capital paulista. Essa linha não é recomendada quando a pessoa não pode abusar no esforço físico ou tem lesão em articulações ou ligamentos.

6. Aero ioga

O diferencial fica por conta de tecidos presos ao teto, como acontece em aulas ou atrações circenses. “Eles potencializam a sensação de relaxamento e servem de ferramenta para a execução das posturas tradicionais, evitando impacto sobre a coluna e facilitando o alongamento”, destaca Eliane. Com sequências específicas e sob supervisão profissional, a prática pode ser introduzida a partir dos 4 anos de idade e é indicada até para pessoas com lesões em alguma parte do corpo ou fragilidade óssea, articular ou muscular. “Basta evitar pressão sobre a região que está com problema”, orienta a professora.

7. Ioga dance

Com duração de até duas horas, as aulas são divididas em sete partes, trabalhando cada um dos chacras, pontos de energia no corpo, e cinco elementos (terra, água, fogo, ar e éter) por meio de determinados estilos, letras e variações de notas. Nas três primeiras etapas, o ritmo é crescente e instiga estabilidade, criatividade e empoderamento. Depois, é hora de cantar, ouvir, relaxar, refletir e agradecer. “A proposta é combinar a liberdade da dança com a consciência da ioga, entregando-se inteiramente ao que se está fazendo no momento”, conta a professora de ioga e criadora da modalidade Fernanda Cunha, de São Paulo.

8. Sup ioga

Na onda do stand up paddle, esporte em que se rema em pé sobre uma prancha, muitos praticantes de ioga trocaram as salas espelhadas pelo contato com a natureza. “Priorizamos águas calmas e posturas de permanência, sem movimentos, para manter o equilíbrio”, explica a atleta e precursora da atividade no país, Bianca Guimarães, de Minas Gerais. Onde encontrar? Nas praias de Maceió, João Pessoa, Búzios (RJ), Florianópolis e Ilhabela (SP). Não pode viajar? Basta uma piscina larga e funda para conseguir praticar.

*Conteúdo publicado originalmente no site da Saúde *

6 dicas essenciais para praticar exercícios no inverno

Cuidados especiais são necessários antes de sair correndo por aí

Confira as dicas da presidente do Departamento de Educação Física da SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), Denise de Oliveira Alonso.

1 – Se você costuma fazer atividades físicas ao ar livre, tente realizá-las em um ambiente fechado quando estiver muito frio. Cardiopatas e hipertensos que caminham ou andam de bicicleta, por exemplo, devem abrir mão das paisagens e optar pela esteira e bicicleta ergométrica.

2 – Aquecer o corpo é importante antes de começar qualquer exercício, principalmente no inverno. “Inicie a atividade de maneira gradual, em um ritmo leve, para preparar a musculatura e as articulações, que ficam enrijecidas sob temperaturas baixas. Se for fazer caminhada, comece com passos curtos e, além das pernas, mexa bastante as mãos e os braços. Cerca de cinco a dez minutos de aquecimento são suficientes”.
3 – Vista mais roupas, mesmo que você perca um pouco da mobilidade, pois manter o corpo aquecido é mais importante. “À medida que você for sentindo calor, pode ir tirando algumas peças. Se estiver em ambiente frio, entretanto, é importante manter-se agasalhado”.
4 – As extremidades costumam ser mais afetadas pelo frio, mas a contração dos vasos acomete não apenas artérias periféricas. As coronárias também podem sofrer alterações, por isso é importante dobrar a atenção com a frequência cardíaca durante a atividade e interromper o exercício se os batimentos ficarem muito acelerados.
5 – Idosos e indivíduos com algum tipo de problema cardíaco podem se beneficiar de exercícios dentro de casa, subindo e descendo escadas, por exemplo. Prefira realizar a atividade nas horas mais quentes do dia, como no final da manhã ou início da tarde.
6 – É importante fazer um check-up cardiológico antes de iniciar qualquer atividade física, mas como geralmente não pedimos orientações específicas para épocas frias, vale a pena consultar um médico e garantir sua segurança.

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*Conteúdo publicado originalmente no site do Drauzio Varella

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Confira 7 erros alimentares que atrapalham sua hipertrofia

Apenas praticar exercícios não é garantia de que seus músculos crescerão fortes e saudáveis. Afinal, a alimentação possui um papel fundamental nesse processo. Os nutrientes que você consome precisam de atenção redobrada para que se tenha êxito tanto no processo de emagrecimento quanto no processo de hipertrofia. Aliás, se você quer aprender a manter uma alimentação perfeitamente equilibrada e saudável, assine o Dieta e Saúde!
O site Minha Vida, com auxílio de alguns especialistas, explicou sobre esses erros que podem afetar sua evolução.

1. Cortar o carboidrato e exagerar na proteína

O carboidrato é a primeira fonte de que o nosso corpo dispõe para gerar energia. Se a quantidade deste nutriente na alimentação não estiver adequada, o organismo lançará mão da proteína para exercer esse papel, impedindo que ela agregue à formação muscular. Ou seja, para que a proteína seja bem aproveitada, o carboidrato tem que estar presente.
“As proteínas, por sua vez, devem ser consumidas nas quantidades corretas, ou seja, sem ultrapassar o limite de dois gramas de proteína por quilo de peso ao dia”, explica a nutricionista Leila Froeder, da clínica Vivid. Carne e ovos são fontes de proteína: um bife de contra filé de 100 gramas tem aproximadamente 30 gramas de proteínas e o ovo de galinha tem cerca de cinco gramas do nutriente. “O excesso desse nutriente pode gerar sobrecarga renal e perda óssea”.

2. Pensar mais na quantidade que na qualidade das calorias

Ficar atento à quantidade de calorias ingeridas é importante não só para quem quer emagrecer, mas para qualquer pessoa que mantenha uma dieta equilibrada. Mas ainda mais indispensável é prestar atenção na qualidade das calorias. Todos os nutrientes merecem destaque no seu prato. Israel Adolpho explica que as proteínas são fundamentais para a construção de massa muscular, mas os carboidratos também ajudam no processo, uma vez que irão liberar energia para a atividade, poupando as proteínas para atuar na construção dos músculos. Gorduras, vitaminas, fibras e outros componentes também têm que estar presentes. Para um efetivo ganho de massa muscular é preciso que sua alimentação seja balanceada e contemple todos os grupos da pirâmide alimentar.

3. Pular refeições

O praticante de musculação deve se alimentar, no mínimo, a cada três horas. “Para que a massa muscular seja desenvolvida, em nenhum momento o organismo pode ficar sem a disponibilidade de nutrientes”, conta o nutricionista Israel Adolpho. Fazer apenas três refeições por dia pode determinar a falta de combustível para a hipertrofia muscular, impedindo que o ganho de músculos atinja seus níveis ideais.

4. Não comer antes e depois do treino

A nutricionista Leila Froeder explica que consumir pequenos lanches, um antes e outro depois do treino, são indispensáveis não só para o ganho de massa muscular, como também para um bom desempenho durante a atividade física. “Esse aporte energético permite níveis adequados de glicose sanguínea durante o treino, melhorando o desempenho e evitando fadiga”, conta a nutricionista, que recomenda o consumo de carboidratos de baixo índice glicêmico, que liberam a glicose de forma constante, evitando picos. Uma pera, por exemplo, contém esse tipo do nutriente. “Logo após o treino, o lanche deve conter carboidratos de alto índice glicêmico e proteínas, que ajudarão na recuperação da energia e formação dos músculos”. A combinação de banana e mel, a vitamina de frutas e as barrinhas de cereais são boas opções.

5. Retirar toda a gordura da alimentação

A nutricionista Roseli Ueno, da Unifesp, explica que, de acordo com a American Heart Association, até 30% das calorias da dieta devem ser provenientes de gorduras para que o organismo funcione perfeitamente. Vale dar preferência às gorduras boas, chamadas de poli e monoinsaturadas, que fornecem energia e saciedade, presentes nas castanhas, nozes, linhaça e azeite de oliva. Vale lembrar que as gorduras monoinsaturadas e polifenóis, presentes no azeite, por exemplo, impedem a oxidação de tecidos, processo que leva ao envelhecimento dos músculos e diminui os níveis de colesterol ruim, o LDL, na corrente sanguínea.

6. Apostar só no suplemento alimentar

Os suplementos alimentares podem ser bons aliados inicialmente – desde que indicados por um profissional -, mas o que deve predominar sempre é o consumo equilibrado de nutrientes. A nutricionista Leila Froeder explica que o consumo excessivo de proteínas por meio de suplementos leva o organismo a usar este nutriente como fonte energética, se não houver a quantidade necessária de carboidratos na dieta, gerando toxinas que sobrecarregam os rins e causam perda óssea.

7. Consumir bebidas alcoólicas

Israel Adolpho explica que o álcool causa desidratação, sobrecarrega órgãos como rins, fígado e cérebro, afeta a força e o equilíbrio e ainda faz com que a reserva de glicogênio hepático, matéria prima da formação dos músculos, seja comprometida, levando a uma diminuição do rendimento do treino. “Se o objetivo for o ganho de massa muscular, o praticante deve evitar o consumo de álcool pelo menos entre as sessões de treino”, explica Israel Adolpho.

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6 dúvidas mais frequentes sobre exercícios e alimentação

Provavelmente, você já se fez algumas dessas perguntas

– Devo mudar minha alimentação se eu começar a fazer exercícios físicos?

Sim. A prática de atividade física aumenta o gasto energético. Assim, seu corpo irá precisar de mais nutrientes (proteínas, carboidratos, gorduras etc) do que uma pessoa sedentária.

– O que comer antes do treino?

Uma coisa importante para se ter em mente: nada de praticar atividade física em jejum. Isso vai fazer com que seu rendimento seja menor e você pode até passar mal. Procure ingerir carboidratos com índice glicêmico um pouco mais alto, pois eles irão te fornecer energia rapidamente.

– O que comer depois do treino?

É importante repor os carboidratos perdidos durante o exercício. Além disso, alimentos ricos em proteína são uma ótima pedida. Afinal, proteínas são essenciais para a reparação e crescimento dos nossos músculos. Dê preferência às carnes magras.

– Qual o papel do carboidrato?

Ao contrário do que muitos pensam, o carboidrato não é um vilão da dieta. Ele nos fornece energia e oxigênio na forma de glicose e glicogênio muscular. Assim, nosso rendimento não é prejudicado, evitando a fadiga muscular.

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– Carboidratos podem ajudar a emagrecer?

Sim, principalmente quando se trata de carboidratos de baixo índice glicêmico. Eles são ricos em fibras, promovem a sensação de saciedade e nos fazem sentir menos fome. Lembre-se de que é muito importante ingeri-los antes e depois da atividade física.

– Existe algum alimento que causa indisposição na hora do exercício?

Sim. O principal nutriente a ser evitado em excesso é a gordura. Ela pode prejudicar a digestão e causar mal estar durante o exercício. Quando for se exercitar, sempre evite alimentos gordurosos demais.

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Qual o melhor horário para fazer exercícios?

Esclareça essa dúvida tão frequente.

Ninguém questiona os benefícios de fazer uma atividade física. Mas muitas pessoas me perguntam qual o melhor horário para se exercitar. Esta é uma dúvida constante no meu dia-a-dia.

Algumas pessoas defendem a tese de que o melhor horário é de manhã, pois é nesse momento que você vai receber de forma mais completa os benefícios da atividade. Quando está se exercitando, seu organismo promove a fabricação de hormônios altamente estimulantes que são carregados para a corrente circulatória, tornando-a mais apta e disposta para os exercícios, além de prepará-la para a competitividade do dia-a-dia.

Eu sempre digo que o melhor horário é aquele em que você se sente mais disposta, pois renderá mais e terá um maior incentivo para os exercícios. Desta forma quem diz qual o melhor horário é quem está fazendo a atividade física.

Algumas pessoas têm mais dificuldade em acordar cedo ou fazer exercícios logo de manhã, preferindo o período da noite. Se a pessoa insistir pode ser que ela se adapte ou desista da atividade. Isto também não é igual para todos.

Algumas pessoas se adaptam com mais facilidade aos estímulos recebidos, outras tem muita dificuldade de adaptação. Algumas pessoas não se sentem dispostas para fazer exercícios depois de um dia de trabalho tendo mais energia de manhã. Há pessoas que não tem horário para terminar o trabalho e então conseguem manter uma regularidade apenas no período da manhã enquanto ainda estão em casa. É importante experimentar as várias opções de horário e verificar em qual delas você se sente melhor.

Também é importante levar em conta que quem se exercita ao ar livre, em ruas, parques, deve evitar o horário de sol ou calor muito forte e também levar em conta a alimentação, por exemplo, se você tem apenas o horário do almoço, é importante comer algo leve como uma fruta antes da atividade e almoçar depois dos exercícios. Isto deve ser orientado por um nutricionista que irá verificar as suas necessidades e dizer o que você deve comer antes e depois dos exercícios.

Também há pessoas que tem insônia e se fizerem uma atividade muito intensa a noite tem mais dificuldade para relaxar e dormir, preferindo atividades mais relaxantes como alongamentos, Yoga etc…

Outras respondem de forma diferente, preferindo as atividades mais exaustivas a noite facilitando o relaxamento depois da mesma.

O ideal é que levemos em conta a diferença e a necessidade de cada um.

É essencial manter uma regularidade nos exercícios para conseguir os benefícios da atividade, por isso procure a melhor forma de praticar uma atividade, no melhor horário ou no único horário que tem disponível. Com certeza é melhor se adaptar a atividade do que virar uma pessoa sedentária!

Valéria Alvim
Personal trainer Dieta e Saúde