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Obesidade, hipertensão, diabetes e depressão: o que elas têm em comum?

Graves doenças que estão muito mais relacionadas do que você pensa

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1 bilhão de pessoas em todo o mundo têm pressão alta. No Brasil, cerca de 30% da população sofre com pressão alta – um dos principais fatores de risco para as doenças do coração e primeira causa de mortes no país.
Enquanto isso, o diabetes já atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo, segundo estimativas da própria OMS. Em território nacional, cerca de 10% da população sofre com a doença.

Obesidade no Brasil

De acordo com o “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe”, mais da metade dos brasileiros estão com sobrepeso. Entre eles, a obesidade chega a atingir 20% dos adultos. O documento, que baseia-se em dados da OMS, mostra que o sobrepeso em adultos no Brasil passou de 51,1% (2010) para 54,1% (2014).
As mulheres que apresentam quadro de obesidade encontram-se em maior número do que os homens. Além disso, estima-se que 7,3% das crianças com menos de 5 anos estão acima do peso – mais uma vez, sendo as meninas as mais afetadas.

Obesidade e hipertensão

Não é fácil identificar uma única causa para a origem dessa doença. Afinal, vários fatores – isolados ou em conjunto – podem contribuir para o avanço desse quadro clínico. Alguns deles são: excesso de sal, sedentarismo e, claro, excesso de peso. A abundância de tecido adiposo (gordura) na região do abdômen está diretamente ligada ao aumento da pressão arterial.
A obesidade aumenta os níveis de insulina no sangue e, também, a retenção de sódio pelos rins.

Obesidade e diabetes

O diabetes está diretamente relacionado não só à obesidade, mas ao sedentarismo. Dados da Federação Mundial de Diabetes – recolhidos em 2013 – apontam que 80% dos 11,9 milhões de brasileiros adultos que sofrem com diabetes também apresentam sobrepeso.
O indivíduo obeso, como já vimos, tem maior resistência à insulina. Uma vez resistente a esse hormônio e pronto: você está no caminho certo para ficar diabético. Afinal, é isso que acontece quando seu pâncreas não consegue mais fazer insulina suficiente para lidar com essa resistência. Assim, os níveis de açúcar no sangue começam a subir loucamente, podendo acarretar diversas outras doenças graves, além da clássica diabetes tipo 2,

Obesidade e depressão

A Organização Mundial da Saúde define depressão como um transtorno mental comum caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima.
Cerca de 30% das pessoas que buscam emagrecer apresentam algum grau de depressão. É fato que pessoas obesas correm maior risco de adquirirem essa doença.
A própria depressão pode trazer sintomas que levam à obesidade, como compulsão alimentar ou aumento de apetite. Além disso, estar com depressão faz com que a circulação do cortisol no nosso organismo aumente, fazendo com que células de gordura sejam acumuladas mais facilmente.

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16 alimentos que podem ajudar no tratamento da depressão

A depressão é considerada um transtorno muito comum hoje em dia. Segundo o ministério da saúde, cerca de 25 milhões de pessoas possuem esse transtorno na América Latina e esse número está aumentando cada vez mais.

Uma pessoa com depressão pode ficar sem energia, sem motivação para as atividades do dia a dia, com alterações de humor, além de dores de cabeça e estômago.
O tratamento deste transtorno deve ter um acompanhamento médico bem próximo, com a utilização de medicamentos, um controle psiquiátrico e na maioria dos casos, psicológico. Só dessa forma, o tratamento realmente será efetivo! Mas será que o cuidado com a alimentação ou a ingestão de alguns alimentos específicos podem ajudar nesse tratamento? Sim, podemos ter o benefício dos alimentos auxiliando no tratamento.

Confira uma lista de alimentos que podem fazer a diferença durante o tratamento:

– Castanha do Pará, nozes e amêndoas: São alimentos riquíssimos em antioxidantes. Alguns estudos veem mostrando que esses alimentos podem ajudar no tratamento da depressão, diminuindo principalmente o estresse.

– Leite e derivados: Eles são ricos em cálcio. Esse nutriente possui várias ações no nosso corpo, entre elas, ajuda a reduzir a sensação de irritabilidade, além de melhorar os impulsos nervosos que aumentam a nossa disposição.

– Frutas: Algumas frutas como a melancia, banana, limão, mamão e abacate, possuem um agente chamado triptofano, que tem ação direta na produção do serotonina, hormônio relacionado ao prazer.

– Maça e laranja: Possuem uma vitamina chamada ácido fólico. Estudos veem mostrando que essas frutas ajudam de forma geral no controle dos sintomas de antidepressivos.

– Abacate e banana: Além do triptofano, elas possuem a vitamina B6 que pode ajudar no controle da ansiedade e um sono tranquilo.

– Mel: Ajuda na produção da serotonina e promove a sensação de bem estar.

– Ovos: Possuem algumas vitaminas do complexo B, que melhoram a disposição para as atividades do dia a dia.

– Carnes magras e peixes: O triptofano novamente se destaca nesses alimentos. Ele vai ajudar na produção da serotonina e contribuir para uma sensação de bem-estar.

– Cereais integrais: Mais um alimento que vai fornecer o triptofano. Além disso, alguns alimentos possuem vitaminas do complexo B e vitamina E que ajudam na disposição e no controle da ansiedade.

– Vegetais verde escuros: Possuem uma vitamina chamada folato e faz parte das vitaminas do complexo B. Estudos veem mostrando que esses vegetais ajudam de uma forma bem ampla a combater vários sintomas da depressão.

– Soja: Fornece o magnésio, que leva energia para a as células, melhorando e muito a disposição!

Incluindo esses alimentos diariamente na sua rotina e mantendo uma alimentação equilibrada, será possível contribuir para o tratamento da depressão. Mas lembre-se sempre que a orientação médica é indispensável. Procure um médico de confiança!

Bruno Machado
Nutricionista do Dieta e Saúde
CRN3: 35.680