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Autoconhecimento: 7 passos para se conhecer e se amar mais

Não se pode negar a importância do corpo. Um dos maiores desafios dos nossos tempos, talvez, seja o de compreender qual é o lugar do corpo para o indivíduo na sociedade. A seguir, acompanhe os ensinamentos da Psicóloga Lindaura Vieira:

O corpo é mutável desde o nosso nascimento até o envelhecimento. A visão assumiu um papel importante no que diz respeito à representação corporal, ou seja, a partir do olhar nosso corpo passou a ser percebido de formas diferentes.

E, na impossibilidade de alcançarem esse ideal, acabam vivenciando um grande vazio e acabam culpando o mundo ou a si mesmo por seus fracassos. Assim, desconhecendo suas reais possibilidades, desenvolvendo uma baixa autoestima.

Como você se vê é o que importa

Quando falamos de imagem corporal nos referimos à forma como a pessoa se percebe e se sente em relação ao seu próprio corpo e, principalmente, pensamentos e sentimentos positivos, negativos ou ambos que surgem desta percepção. Também é a forma como, muitas vezes, acreditamos que os outros nos veem.

Desta forma, o que se percebe é que o indivíduo vive não o corpo da forma como ele é, mas da forma como a sociedade muitas vezes impõe. Como uma representação mental que fazemos do nosso corpo espelhando-se muitas vezes em modelos fotográficos representantes da estética da perfeição.

Pessoas  que constroem uma  imagem corporal voltada para a aceitação do outro acabam por desenvolver um autoconceito fraco e inseguro, buscando no social o conceito que possam defini-las, dando-lhes a certeza de que assim serão aceitas.

Baseada no pensamento de Sartre, todo homem é livre para escolher e é responsável por suas escolhas. Entretanto, apropriar-se desses padrões pré-estabelecidos é fugir de sua condição de liberdade. É a percepção e a valorização que o indivíduo dá ao mundo e as situações que influenciarão em sua autoimagem. O meio tem o poder de influenciar condutas e opiniões, mas o indivíduo é livre para se posicionar diante desse quadro, através de um processo de conscientização e responsabilidade.

Estude a si mesmo

Esta insatisfação com sua imagem corporal funciona como um gatilho para desenvolver distúrbios alimentares  como: anorexia, bulimia, compulsão alimentar, busca por cirurgias plásticas, entre outros.

A insatisfação corporal é um processo interno, mas pode ser influenciado por vários fatores externos. Por exemplo, a família, amigos, bem como os meios de comunicação, que tem grande impacto sobre a forma como uma pessoa vê e se sente sobre si mesma e sua aparência.

Desejamos um corpo ideal e, na maioria das vezes, não poupamos esforços para isso em função da imagem que o corpo representa. Esta imagem é um dos determinantes da nossa identidade. A identidade é própria da construção do sujeito. Ela traz o desejo de existir e de ser reconhecido, e a necessidade de identificação com o outro.

Não se enquadrar ao padrão social pré-estabelecido pode ser motivo de angústia e tristeza. Desta forma, o ideal e o real acabam sendo distantes, e a pessoa se perde na sua própria imagem.

Nem sempre estamos livres das afetações que sofremos, seja social, ideológica, biológica, política ou mesmo familiar. Mas podemos ser livres para lidar com elas da forma que acharmos melhor.

A seguir, algumas dicas para lidar da melhor maneira possível com seu próprio corpo e, principalmente, com a imagem que faz dele:

  1. Reconhecer, ter consciência que precisa de ajuda é o primeiro passo para buscar ter uma imagem corporal positiva.
  2. Tornar-se capaz de aceitar, apreciar e respeitar seu próprio corpo.
  3. Trabalhar a Autoestima, que dita como uma pessoa se sente sobre si mesma, podendo influenciar todos os aspectos da vida, e contribuir para a felicidade e bem-estar.
  4. A autoaceitação, ou seja, sentir-se confortável e feliz da forma que as pessoas próximas a enxergam.
  5. Cobrar-se menos, diminuindo expectativas e projeções, tanto por imagens irreais nos meios de comunicação quanto pelas pressões sociais.
  6. Levar um estilo de vida equilibrado, com atitudes e práticas relativas à alimentação e exercícios te possibilitará maior sintonia com  as necessidades do seu corpo.
  7. E, por fim, todos nós podermos ter em nossos dias sentimentos estranhos ou desconfortáveis em relação ao nosso corpo, o segredo consiste em respeitar-se e principalmente aceitar a sua forma natural.

 

Texto escrito pela Psicóloga Lindaura Vieira

CRP: 06/104660

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Conseguir tocar os pés é mais importante do que você pensa

Apesar de ser um movimento muito simples, sua execução pode ser mais complicada do que aparenta. Ao tentar tocar os pés, muitas pessoas percebem o quanto sua própria flexibilidade está prejudicada. Porém, estudos mostram que essa capacidade não diz respeito apenas a esse aspecto do corpo, como também aponta a flexibilidade das artérias coronárias.

Uma pesquisa feita pela Universidade do Norte do Texas, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com mais de 40 anos e com pouca flexibilidade tinham mais rigidez nas artérias. Ainda de acordo com os cientistas, é possível conter essa rigidez incorporando uma rotina de alongamentos. O quadro deve ser revertido em torno de quatro semanas com a prática de exercícios focados.

O estudo destaca, porém, que ainda são necessários novos testes e que não conseguir tocar os pés não é necessariamente um fator de risco para o desenvolvimento de doenças do coração. De qualquer forma, os benefícios do alongamento valem à pena, pois ao alongar o corpo é possível prevenir diversas dores e incômodos musculares.

 

 

Conteúdo tirado do site Minha Vida

Obesidade, hipertensão, diabetes e depressão: o que elas têm em comum?

Graves doenças que estão muito mais relacionadas do que você pensa

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1 bilhão de pessoas em todo o mundo têm pressão alta. No Brasil, cerca de 30% da população sofre com pressão alta – um dos principais fatores de risco para as doenças do coração e primeira causa de mortes no país.
Enquanto isso, o diabetes já atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo, segundo estimativas da própria OMS. Em território nacional, cerca de 10% da população sofre com a doença.

Obesidade no Brasil

De acordo com o “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe”, mais da metade dos brasileiros estão com sobrepeso. Entre eles, a obesidade chega a atingir 20% dos adultos. O documento, que baseia-se em dados da OMS, mostra que o sobrepeso em adultos no Brasil passou de 51,1% (2010) para 54,1% (2014).
As mulheres que apresentam quadro de obesidade encontram-se em maior número do que os homens. Além disso, estima-se que 7,3% das crianças com menos de 5 anos estão acima do peso – mais uma vez, sendo as meninas as mais afetadas.

Obesidade e hipertensão

Não é fácil identificar uma única causa para a origem dessa doença. Afinal, vários fatores – isolados ou em conjunto – podem contribuir para o avanço desse quadro clínico. Alguns deles são: excesso de sal, sedentarismo e, claro, excesso de peso. A abundância de tecido adiposo (gordura) na região do abdômen está diretamente ligada ao aumento da pressão arterial.
A obesidade aumenta os níveis de insulina no sangue e, também, a retenção de sódio pelos rins.

Obesidade e diabetes

O diabetes está diretamente relacionado não só à obesidade, mas ao sedentarismo. Dados da Federação Mundial de Diabetes – recolhidos em 2013 – apontam que 80% dos 11,9 milhões de brasileiros adultos que sofrem com diabetes também apresentam sobrepeso.
O indivíduo obeso, como já vimos, tem maior resistência à insulina. Uma vez resistente a esse hormônio e pronto: você está no caminho certo para ficar diabético. Afinal, é isso que acontece quando seu pâncreas não consegue mais fazer insulina suficiente para lidar com essa resistência. Assim, os níveis de açúcar no sangue começam a subir loucamente, podendo acarretar diversas outras doenças graves, além da clássica diabetes tipo 2,

Obesidade e depressão

A Organização Mundial da Saúde define depressão como um transtorno mental comum caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima.
Cerca de 30% das pessoas que buscam emagrecer apresentam algum grau de depressão. É fato que pessoas obesas correm maior risco de adquirirem essa doença.
A própria depressão pode trazer sintomas que levam à obesidade, como compulsão alimentar ou aumento de apetite. Além disso, estar com depressão faz com que a circulação do cortisol no nosso organismo aumente, fazendo com que células de gordura sejam acumuladas mais facilmente.

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